Reemergência da Coqueluche no Paraná: indicadores epidemiológicos e taxa de cobertura vacinal entre 2014 e 2024

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/rfc.v28i47.35452

Resumo

A coqueluche é uma doença transmitida pela bactéria Bordetella pertussis através de gotículas expelidas em tosses e espirros, sendo o seu sintoma mais característico a tosse paroxística. Este estudo objetivou descrever a evolução dos casos notificados de coqueluche e da cobertura vacinal no Paraná, no período de 2014 a 2024, além de identificar a incidência, a taxa de mortalidade e a letalidade anual da doença ao longo desse período. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, baseado na análise de dados agregados do DATASUS, SINAN e LOZALIZA SUS. As variáveis analisadas foram faixa etária, sexo, gestantes, óbitos e as coberturas vacinais Pentavalente, DTP e dTpa. Os resultados mostram que houve dois momentos de pico epidêmico da doença no estado do Paraná, um em 2014 (n = 932) e outro em 2024 (n = 2.716). As maiores incidências observadas foram nesses dois anos, sendo 8,47 e 22,97, respectivamente. A população feminina foi a mais atingida, representando em 2024, 54,9% dos casos. Em 2014, 42,5% dos casos foram registrados em crianças menores de um ano e, em 2024, 59,5% em adolescentes de 10 a 19 anos. As maiores taxas de mortalidade por coqueluche ocorreram em 2014 (n = 0,08) e 2024 (n = 0,04) e as letalidades anuais mais elevadas foram em 2014 (n = 0,97%) e 2019 (n = 1,02%). O imunizante Pentavalente variou de 2014 a 2024, com pico em 2015 (n = 101,3%). A cobertura da DTP manteve-se relativamente estável, com queda em 2023 e leve recuperação em 2024 (n = 90,1%). Já a dTpa, com baixa adesão até 2022, apresentou aumento expressivo em 2024 (n = 117,3%). Tais achados ressaltam a importância da vacinação completa e evidenciam a necessidade de ações de vigilância constantes, para promover estratégias de imunização e responder de forma adequada a possíveis surtos futuros da doença, especialmente diante das oscilações nas coberturas vacinais observadas no período analisado.

Biografia do Autor

Valéria Cristina Tisatto, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Bacharela em Enfermagem. Mestranda em Ciências Aplicadas à Saúde na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus Francisco Beltrão. 

Heloisa Piva Seraglio, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

Bacharela em Nutrição. Mestranda em Ciências Aplicadas à Saúde na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus Francisco Beltrão. 

Lirane Elize Defante Ferreto, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Doutora em Saúde Coletiva. Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Centro de Ciências da Saúde. Campus Francisco Beltrão. Programa de Pós-Graduação em Ciência Aplicadas à Saúde.

 

Franciele Aní Caovilla Follador, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Centro de Ciências da Saúde. Campus Francisco Beltrão. Programa de Pós-Graduação em Ciência Aplicadas à Saúde.

 

Claudicéia Risso Pascotto, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Centro de Ciências da Saúde. Campus Francisco Beltrão. Programa de Pós-Graduação em Ciência Aplicadas à Saúde.

Downloads

Publicado

05-05-2026

Como Citar

TISATTO, V. C.; PIVA SERAGLIO, H.; DEFANTE FERRETO, L. E.; ANÍ CAOVILLA FOLLADOR, F.; RISSO PASCOTTO, C. Reemergência da Coqueluche no Paraná: indicadores epidemiológicos e taxa de cobertura vacinal entre 2014 e 2024. Revista Faz Ciência, [S. l.], v. 28, n. 47, 2026. DOI: 10.48075/rfc.v28i47.35452. Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/fazciencia/article/view/35452. Acesso em: 14 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos